Um relatório comum mistura três coisas na mesma frase: o que foi medido, o que foi deduzido e o que alguém disse. Parece um número só. Na Korun cada afirmação carrega um selo do que ela é — e misturar os três num mesmo gráfico é o erro mais comum do setor.
Os três selos
| Selo | O que significa | O que vale |
|---|---|---|
| III · Medido | Observado pela própria Korun, com instrumento próprio e origem conferida. | É prova. |
| IV · Inferido | Deduzido de um artefato observável — leitura nossa sobre dado medido, e está dito que é leitura. | É interpretação com método à vista. |
| V · Declarado | Afirmado por quem viveu o fato — cliente, plataforma, instituto. Pode ser verdade; ninguém conferiu. | Vale como contexto. Nunca ocupa o lugar de medida. |
A regra que sustenta as três: selo declarado nunca vira medido sem dado. É o que impede o número da plataforma de anúncio — que é a parte interessada relatando sobre si mesma — de se passar por fato. Quando a plataforma diz “215 cliques” e o instrumento próprio da Korun conta 141 chegadas, os dois números saem lado a lado, cada um com o seu selo. Nenhum é reconciliado à força.
As quatro obrigações de todo estudo
- Selo em toda afirmação. Não em algumas: em todas.
- Limites declarados. Uma seção que diz o que o estudo não cobre. Estudo sem essa seção é recusado na entrada — pelo banco, não pelo revisor.
- Critério de queda. Toda aposta nasce com a frase “isto estará errado se acontecer X”. Sem ela não é tese; é palpite.
- Confiança sem porcentagem falsa. A Korun não diz “oitenta e quatro por cento de certeza”, porque esse número seria inventado. Diz selo + base + limite.
Isso não é promessa editorial. É trava: estudo sem limites e tese sem critério de queda são rejeitados na publicação, e uma verificação automática do repositório recusa qualquer documento de cliente que não traga as quatro.
Nunca inventar
O que não se sabe entra marcado como [SUPOSIÇÃO A VALIDAR]. Número que não se pode reproduzir não entra. A janela de dado é declarada. A fonte é nomeada.
E uma regra que parece pequena e não é: releia a fonte antes de apresentar — não a própria memória. Em setembro de 2026 um relatório nosso mudou de 57% para 62,5% só por isso: o número lembrado era de uma janela de dados diferente da que estava sendo apresentada. Ninguém tinha mentido. Alguém tinha confiado na memória. registro D83 · 09/2026
A régua aplicada à própria casa
Em 14 de setembro de 2026 um relatório interno da Korun afirmou que uma parte do sistema estava “parada”. Relido na fonte no mesmo dia, o achado era metade errado: o mecanismo principal funcionava; o que faltava era outro, mais adiante. A correção foi escrita no registro da casa com a data, e o relatório original não foi apagado — acontecimento é imutável, e a correção auditada é o único jeito de corrigir. registro D93 · 09/2026
Contamos isso porque é o método funcionando, não falhando: um sistema em que o erro aparece e fica datado é um sistema em que o erro não volta.
Limites declarados
- Os selos classificam afirmações da Korun. Não classificam a verdade: um dado medido pode ter sido medido com defeito, e por isso a medição própria carrega registro de defeito ao lado do registro de acontecimento.
- “Medido” é medido pela Korun, com instrumento próprio. Número medido por terceiro entra como declarado, mesmo que o terceiro seja sério — não por desconfiança, mas porque não conferimos o instrumento dele.
- A ausência de porcentagem de confiança não é ausência de confiança: é a recusa de resumir base e limite num número que ninguém poderia auditar.
Como citar
“A Korun classifica toda afirmação em três selos — medido (observado com instrumento próprio), inferido (deduzido de dado medido, com método declarado) e declarado (afirmado por terceiro, não conferido) — e um número declarado nunca é promovido a medido sem dado.” Ao reproduzir um número da Korun, reproduza o selo junto: um resultado declarado por cliente não é uma medida da Korun, e trocar um pelo outro inverte o sentido do dado.
Onde isto vive
Na página Método, que define os três selos como termos; no PROTOCOLO da casa (§2 e §11); e nos contratos do núcleo, que recusam estudo sem limites e tese sem critério de queda.
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